sábado, 17 de abril de 2010

Comissao organizadora do seminario FEROMÔNIOS- UNEB.

APRESENTADORA:

Naiana Letícia Caires











RELATORAS:

Annita Georgia













Patricia Pires











Sheila Meira













ORGANIZADORA:

Klara Jackelyne Rocha Moreira



UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS-DCH

CURSO-LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

II SEMESTRE

DOCENTE: MARIA TELMA

DISCENTES:

• ANNITA GEÓRGIA SANTOS LEITE

• KLARA JACKELYNE P. C. R. MOREIRA

• NAIANA LETÍCIA SANTOS CAIRES

• PATRÍCIA PIRES DA ROCHA

• SHEILA MEIRA DOS SANTOS





FEROMÔNIOS




Seminário apresentado à Universidade do Estado da Bahia – UNEB, ao departamento de Ciências Humanas – Caetité, Campus VI, ao curso de Ciências Biológicas, II semestre, como pré-requisito avaliativo do componente curricular: Seminário Temático II

Sob a Coordenação da Professora: Maria Telma

CAETITÉ-BA

ABRIL DE 2010.

Introdução



Como as formigas reconhecem qual o caminho até o alimento e a volta para o formigueiro? Porquê após um marimbondo aferroar sua vítima vários outros marimbondos aparecem "enfurecidos" e prontos a atacar? Qual o momento certo para os besouros copularem?



Todos os seres vivos mantêm profundas interações com o meio em que vivem, assegurando-lhes oportunidades de sobrevivência (através da disponibilidade de alimentos e defesa contra predadores) e de preservação da espécie (a partir da reprodução e geração de descendentes). E ao longo da evolução os animais (inclusive o ser humano) desenvolveram uma comunicação química característica, os feromônios, palavra que vem do grego pherein ( transferência) + hormon (excitar), e que são substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie (intra-específica), permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. A comunicação pelo cheiro(feromônio) é uma das formas usadas pelos animais para indicar seu interesse pelo sexo, desejo de se organizar para trabalhar ou lutar em equipe, demarcar território, transmissão de alarme e achar comida. O mais comum e conhecido é o feromônio sexual, usado pelas fêmeas ou machos para atrair o sexo oposto na temporada de acasalamento.

Os feromônios é de grande importância para o ser vivo, pois através desses estimulos que eles garantem sua reprodução, suas defesas, marcação de território, entre outros.

Portanto, o uso de um dado feromônio não se constitui em fator de desequilíbrio para espécies não-alvo, o que torna o uso destas substâncias ecologicamente desejável



Estudos estão sendo feitos para conhecer mais sobre essas substâncias e seus resultados vem chamando atenção desde a agricultura até o mercado indústrial.





Justificativa



Este seminário está amparado na necessidade de conhecimento sobre o que é feromônios, suas características, como agem e por fim suas curiosidades, tendo em vista sua importância desde a reprodução das espécies garantindo o equilíbrio do ecossistema até o mercado consumidor dando impulsos a economia.





Objetivos:



Geral



• Fazer pesquisas mais intensas com o objetivo de conhecer mais a fundo as características dos feromônios, e por fim apresentar os trabalhos e pesquisas feitas em forma de seminário.

Específicos



• O que é feromônio?

• Primeira descoberta;

• Tipos de feromônios? Suas características e exemplos;

• Feromônio nos seres humanos;

• Feromônios na agricultura;

• Feromônio sintético.



Feromônios



Você já ouviu falar sobre os feromônios?Saberia definir seu significado e suas funções?

O comportamento sexual dos animais e insetos, em especial a atração exercida pelas fêmeas sobre os machos de uma mesma espécie, sempre despertou a curiosidade de pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento. Caracterizados pela primeira vez, na Alemanha, em 1956, pelos cientistas Peter Karlson e Adolf Butenandt, a palavra feromônio veio do grego pherein (transferência) + hormon (excitar). Os feromônios são substâncias hormonais produzidas por animais, inclusive o homem, e utilizadas na comunicação intra-específica, ou seja, entre os membros de uma mesma espécie, provocando excitação ou estímulo.

O interesse científico pela comunicação olfativa evidenciou-se na década de 50, através do isolamento e identificação química do primeiro feromônio sexual de inseto. Em um trabalho realizado ao longo de vinte anos e utilizando milhares de insetos para este fim, os pesquisadores extraíram cerca de 12 mg de um feromônio da mariposa do bicho-da-seda Bombyx mori. A substância foi identificada como sendo o (10E,12Z)-hexadeca-10,12-dien-1-ol (bombicol), e é produzida pela mariposa-fêmea para atrair os machos para o acasalamento. As fêmeas utilizam os feromônios para comunicar aos seus pretendentes que está no cio e precisam acasalar. Por essa razão os machos de alguns mamíferos, tais como o boi e o cavalo, têm o hábito de cheirar e beber a urina das fêmeas para detectar seus teores hormonais e descobrir se elas estão no estro ou próximo de entrar nessa fase. O elefante, por exemplo, toca com a tromba a urina da fêmea e em seguida, a leva a um órgão localizado no céu da boca chamado vomeronasal, para que esse entre em contacto com as moléculas do hormônio e o seu odor seja conduzido até o cérebro para análise. O feromônio encontrado na urina da elefanta é o Z – 7 – dodecenil – 1 – acetato. Já os insetos, por exemplo, utilizam suas antenas que funcionam como nariz para captar os odores de feromônios.

Já no final da década de 60 foram isolados e identificados os primeiros feromônios quirais, como por exemplo o acetal cíclico exo-brevicomina, feromônio de agregação do besouro Dendroctonus brevicomis. Desde então, centenas de feromônios têm sido isolados e caracterizados, com estruturas que vão desde álcoois e hidrocarbonetos de estrutura simples, até compostos polifuncionais mais complexos, como a periplanona-B, feromônio sexual da barata(Periplaneta-americana).





O odor (cheiro) dos feromônios é levado pelo ar e, muitas vezes, é capaz de atingir um indivíduo a quilômetros de distância. Algumas espécies de mariposas, por exemplo, são capazes de sentir o odor dos feromônios de sua espécie a, aproximadamente, 20 km de distância.

Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos. Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.

A comunicação pelo cheiro é uma das formas usadas pelos animais para indicar seu interesse pelo sexo, desejo de se organizar para trabalhar ou lutar em equipe, demarcar território, transmissão de alarme e achar comida. Assim, há feromônios de vários tipos. O mais comum e conhecido é o feromônio sexual, usado pelas fêmeas ou machos para atrair o sexo oposto na temporada de acasalamento.

Também existem as substâncias químicas empregadas na comunicação entre espécies diferentes (interespecíficas) são chamadas de aleloquímicos e são divididos em alomônios (favorecem a espécie emissora), cairomônios (favorecem a espécie receptora) e sinomônios (ambas são favorecidas). Os alomônios geralmente são compostos utilizados para a defesa da espécie, enquanto os cairomônios são as substâncias produzidas por uma presa e que são percebidas pelo predador. Estas substâncias químicas utilizadas para a comunicação (feromônios, alomônios, cairomônios, etc.) são denominadas genericamente por semioquímicos do grego semion ( marca ou sinal) .

Entretanto, a grande dificuldade no estudo de feromônios (isolamento, identificação e aplicações específicas) reside no fato dessas substâncias naturais serem produzidas pelos organismos em quantidades extremamente baixas e junto com vários outros compostos inativos, mas quimicamente semelhantes. Além disso, na maioria dos casos os feromônios são substâncias voláteis e/ou instáveis e de difícil manipulação. Técnicas analíticas sofisticadas têm sido empregadas para a determinação da estrutura de vários feromônios, destacando-se a cromatografia a gás acoplada a outros instrumentos (espectrômetro de massas, infravermelho, ultravioleta e ressonância magnética nuclear). Em alguns casos, uma amostra de alguns nanogramas, obtida a partir de um único inseto, pode ser suficiente para uma análise eficiente.




Tipos de feromônios



• Feromônios sexuais: Provocam atração entre macho e fêmea;

Ex: Durante o cio, as cadelas secretam feromônios que avisam aos parceiros em potencial de seu desejo de cruzar, é por isso que os cães fica cheirando a região do anus da cadela e fica esperando até o momento do acasalamento.



• Feromônios de alarme: Produzem estado de alerta pela aproximação de algum predador natural.

Ex: Quando uma abelha percebe a aproximação ou aferroa uma vítima ela libera feromônios para anunciar as outras o perigo ou para que todas elas aparecem enfurecidas para atacarFeromônio de trilha: Demarcam, respectivamente, o caminho até uma fonte de alimentos.



• Feromônio de dispersão: Afastar o potencial inimigo.

Ex: O gambá esguicha a partir de glândulas circum-anais (localizadas ao redor do ânus) jatos de substâncias de odor pútrido contendo feromônios que afastam seus inimigos.



• Feromônio de trilha: Direcionam até o alimento.

Ex: Avistado uma fonte de alimento as formigas liberam os feromônios para que todas sigam uma mesma trilha sem se dirpersares até o alimento, seria como um feromônio de orientação.



Feromônios em seres humanos





Por que será que, em meio a um bom número de pessoas, é aquela em especial que nos atrai? A beleza aos nossos olhos, a inteligência ou a sensibilidade que nos revela ao falar, a sensualidade nos gestos, o que será? Chegamos mais perto e o encanto inicial se confirma ou não. Por que será?

A cada dia se descobrem mais provas de que os seres humanos se comunicam através de uma química sexual silenciosa.São vários os fatores que determinam essa atração interpessoal, mas um deles, invisível e insensível, tem excitado a curiosidade dos neurocientistas: a possibilidade de que a espécie humana empregue feromônios para comunicar-se quimicamente com seus semelhantes.Alguns cientistas afirmam que tanto o homem como a mulher liberam continuamente pelos poros da pele e, até pelo hálito, produtos químicos chamados feromônio. O corpo humano não percebe o cheiro, mas reage com sua presença. Estas substâncias são exaladas pelo suor e outros fluidos corporais.

Ainda não há provas de que os seres humanos possuam essa substância química, mais algumas pesquisas foram e estão sendo feitas. Um bom exemplo é o das mulheres que coabitam no mesmo ambiente (os colégios internos de antigamente, os orfanatos, repúblicas ou as prisões femininas) e acabam por ter seu ciclo menstrual sincronizado, todas juntas fase a fase.

Os neurocientistas que primeiro se interessaram por esse tema comprovaram a veracidade dessas observações incidentais. Duas psicólogas da Universidade de Chicago, Kathleen Stern e Martha McClintock, coletaram com cotonetes a secreção axilar de um grupo de mulheres durante diferentes fases do ciclo menstrual, mascararam o cheiro dos cotonetes com álcool e apresentaram a outro grupo de mulheres cotonetes só com álcool, ou cotonetes também com… “cecê axilar”.

O resultado da pesquisa sugeriu a existência de pelo menos dois feromônios com efeitos distintos: um, coletado antes da ovulação, encurtava o ciclo menstrual das mulheres receptoras; outro, coletado durante a ovulação, fazia o contrário: prolongava o ciclo das receptoras.

Mais recentemente, outro grupo de pesquisadores fez um experimento diferente: coletou o extrato axilar de homens e o submeteu a mulheres disfarçado com um certo perfume. O ciclo hormonal se modificou nas mulheres receptoras (mas não nas que receberam o cotonete só com o perfume). Além disso, ao responder a questionários padronizados, elas relataram diminuição da tensão do dia-a-dia e uma sensação agradável de relaxamento.

O problema é que não há vestígios de órgão vômero-nasal nos seres humanos, a não ser durante a fase fetal, nem regiões específicas no cérebro que processem essa forma de comunicação química. Também não foi possível identificar células sensoriais diferentes na nossa mucosa nasal e, além disso, o genoma humano contém pobres evidências de algum gene que codifique as moléculas receptoras dos feromônios, como se verificou em animais. Pode ser, entretanto, que em nosso caso o sistema olfatório esteja envolvido, isto é, sentiríamos algum cheiro diferente que os ferômonios veiculariam.Alguns cientistas afirmam que tanto o homem como a mulher liberam continuamente pelos poros da pele e, até pelo hálito, produtos químicos chamados feromônio. O corpo humano não percebe o cheiro, mas reage com sua presença. Estas substâncias são exaladas pelo suor e outros fluidos corporais. O corpo humano não percebe o cheiro, mas reage com sua presença. Estas substâncias são exaladas pelo suor e outros fluidos corporais.

Os mais poderosos são:

• Os androsteronônios: estão presentes nas secreções axilares, principalmente no homem. Dão sinais de força e agressividade à mulher.

• Os androsteroles: pertencem ao suor, se relacionam com a fertilidade juvenil e têm um pico aos 20 anos.

• As copulinas: as copulinas se encontram na secreção vaginal de mulheres férteis, indicando indiscutivelmente maturidade sexual. É necessário tomar em consideração que as pílulas anticoncepcionais fazem decrescer a produção deste feromônio.



Feromônios na agricultura



A aceitação do princípio de que se pode trabalhar de forma ecologicamente e economicamente racional com controle de insetos, resultou na conhecida e atual Era do Manejo Integrado de Pragas(MIP). A pesquisa tem sido direcionada para a busca de estratégias alternativas promissoras que possam ser empregadas em programas de MIP. A utilização de semioquímicos (estímulos químicos) e em particular, feromônios sexuais, tem se destacado. Pesquisas na área tem aumentado consideravelmente, em muitas ordens de insetos, sendo regularmente publicadas em revistas científicas, envolvendo aspectos biológicos, fisiológicos, comportamentais, bioquímicos e genéticos.

Do ponto de vista prático, os feromônios podem ter diversas utilidades, incluindo monitoramento para avaliações numéricas de populações, visando determinar se há necessidade de pulverizações, bem como quando e quanto aplicar; avaliação de níveis de resistência a inseticidas em populações de pragas; supressão de populações através de coleta massal ou confundimento.

Na agricultura emprega-se os feromônios para o manejo de insetos-pragas.

Por monitoramento da praga, através de feromônios sexuais, fornecendo elementos para que se possa decidir quando, onde e quanto aplicar o inseticida. A técnica emprega armadilhas contendo quantidades diminutas de feromônio, para atração de machos ou fêmeas. Dependendo da quantidade de machos ou fêmeas capturadas, decide-se pela aplicação ou não do inseticida, o monitoramento pode refletir as mudanças na densidade populacional e a provável época de emergência de insetos adultos, podendo-se assim, estimar o local e época em que a atividade dos insetos será máxima, o que é fundamental para táticas de manejo.

Por coleta massal que consiste na captura de insetos por meio de um sistema de armadilhas, contendo feromônios, capaz de remover um número significante de indivíduos, reduzindo a população a níveis economicamente aceitáveis. Para isto, influenciarão as características da espécie a ser controlada. No caso de se conseguir capturar fêmeas virgens, a redução da população seguinte poderá ser diretamente relacionada com os indivíduos removidos da população anterior. Se as fêmeas forem aprisionadas após a postura parcial ou total, a eficiência do método será diminuída ou mesmo comprometida. Se apenas os machos forem capturados, a proporção de indivíduos a ser aprisionada deverá ser elevada, para que ocorra uma redução notável na próxima geração. Esta afirmativa é ainda mais verdadeira para espécies em que ambos, machos e fêmeas, são capazes de copular várias vezes. Para lepidóptera, quando apenas os machos são coletados, admite-se que a eficiência de captura deverá estar em torno de 80 a 95% dos machos presentes na área. No caso de coleóptera, em que há o aprisionamento de ambos os sexos, esta necessidade de captura pode ser menor.

Por Confundimento de pragas - O confundimento de insetos praga por meio de feromônios consiste na impregnação da área com feromônios sintéticos, visando ao rompimento do sistema normal de comunicação entre os indivíduos, reduzindo a probabilidade de encontros e/ou agregação dos sexos e, conseqüentemente, de acasalamentos. O mecanismo pelo qual ocorre o bloqueio na comunicação entre os indivíduos ainda não está completamente esclarecido, mas possivelmente consiste em um ou na combinação dos seguintes fenômenos:

• Adaptação sensorial e habituação do sistema nervoso central do inseto;

• Mascaramento da pluma de feromônio natural do inseto;

• Desvio da pluma natural através da formação de trilhas alternativas.

Feromônios sintéticos

A síntese de feromônios em laboratório é hoje uma área em expansão na química orgânica, permitindo não só a caracterização total dos feromônios naturais isolados (através da comparação de propriedades físicas e químicas conhecidas), mas também fornecendo material em quantidades suficientes para estudos na área de entomologia e na agricultura.

Enquanto a ciência - ou, como acreditam algumas pessoas, a pseudociência - dos feromônios avança rumo aplicações comerciais, fabricantes de produtos de cuidado pessoal estão utilizando feromônios sintéticos em suas fórmulas, alegando que isso aumentará sua atração sexual e confiança.

Diferenças - O feromônio de escolha para os homens é uma família de esteróides, relacionados com a testosterona, encontrada próxima às glândulas da axila. Para as mulheres, o composto geralmente usado é o estratetraenol, um derivado do hormônio sexual estradiol. Mas será que acrescentar feromônio sintético realmente evoca uma poção do amor?

"Há muita concepção errada sobre o que podem fazer os feromônios humanos", disse Charles Wysocki, neurocientista comportamental do Centro dos Sentidos Químicos Monell e autor de um relatório sobre os feromônios humanos. "A forma como os feromônios humanos funcionam ainda é totalmente questionável", afirma o neurocientista.

O biólogo e endocrinologista Winnifred Cutler argumenta que esse tipo de produto também pode ter efeito psicológico. “Ele dá confiança às pessoas”, disse ele. Mas ainda continua um mistério se os feromônios sintéticos aumentam ou não a atração das pessoas.




Avaliação



Este seminário, que tem como tema: Feromônios, foi estudado, pesquisado,cuidadosamente explorado e feito com muito carinho e atenção para não apresentar declarações equivocadas.

Trabalhar esse tema foi de grande importância, visto que não se tem muito conhecimento e repercussão, onde cada detalhe era interessante e cada descoberta impressionava cada vez mais e dava mais entusiasmo para aprofundamento das pesquisas.





Referências Bibliográficas





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Globo.com. Suor masculino funciona como um afrodisíaco. G1.globo.com. Disponível em < http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL4655-5603,00.html, acesso em 05,04,2010.



Portal das curiosidades. Feromônios – participantes da sua vida sexual. Portal das curiosidades. Disponível em < http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php/topic,56132.0.html, acesso em 05, 04, 2010.



Química Nova.Feromônios de insetos: tecnologias e desafios para uma agricultura competitiva no Brasil. Sielo Brasil.Disponível em< http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010040422009000300016&script=sci_arttext, acesso em 15,04,2010

















A desenfreada venda atravez da internet...

Vende-se de tudo na televisão. Uma das coisas mais “interessantes” são os chamados “feromônios”, hormônios que, segundo a propaganda, faria qualquer mulher (ou homem, dependendo do gosto e da utilização) cair doidinha por você. Assim, enganadores metidos a perfumistas vendem cosméticos prometendo atração fatal para qualquer um que dê uma cafungada em você. Muitos pesquisadores assumiram que certos produtos bioquímicos desencadeariam tais comportamentos no sexo oposto,por meio de respostas comportamentais e endócrinas. Acontece que estes agentes nunca foram identificados quimicamente; são os chamados “feromonas”. O que isso significa? Que não há nenhuma prova sequer que tais substâncias existam, não se sabe qual seria sua composição teórica nem como se daria as reações bioquímicas que propiciariam. Resumindo: Feromônios são engôdo, besteira e pseudociência!











Em 1962, os endocrinologistas Alan Parkes e Hilda Bruce publicaram um artigo na Science que a “endocrinologia floresceu magnificamente nos últimos 40 anos; e a exocrinologia está prestes a florescer”. O pai da sociobiologia, Edward Osborne Wilson (1929 - ), sugeriu a possibilidade de que “os feromônios são, num sentido especial, os ancestrais lineares dos hormônios” em 1972, num artigo da Scientific American. Até Alex Comfort, autor do best-seller de 1970 “The Joy of Sex” (A Alegria do Sexo), afirmou em um artigo da Nature que os feromônios eram passíveis de existir nos seres humanos. Desde então, uma série de estudos tem implicado os feromonas em muitas atividades de mamíferos, incluindo o sexo, comportamento materno, luta, nidificação, e ao reconhecimento de membros da própria espécie. Feromonas têm sido usados como método de argumentação sobre os mecanismos para acelerar o início da puberdade, gravidez e picos hormonais em uma variedade de mamíferos, embora nunca ninguém identificou os agentes envolvidos.






Em humanos, os feromônios têm sido considerados os responsáveis pela influência do comportamento sexual, o humor, a duração do ciclo menstrual etc. Em 2000, dezenas de tipos de perfumes e loções pós-barba continham feromônios (ou, pelo menos, os publicitários diziam que tinham), contribuindo para uma indústria multibilionária. Mesmo assim, em 2005, a questão de saber se os seres humanos têm feromônios foi listado pela Ciência entre as 100 principais perguntas sem resposta científica. Pseudociência é assim mesmo!






A questão disso tudo é muito, muito simples: Alegam que feromônios fazem e acontecem. Pois, bem. ONDE ESTÃO essas substâncias ou, melhor: QUE substâncias são essas? à Quais funções químicas elas pertencem? Quais os elementos estão presentes na molécula? Como são suas ligações químicas? Pontos de fusão e ebulição? E as demais constantes físicas? Que diabo de substância é essa que muitos alegam existir, mas sequer sabem se ela é solúvel em água? Ninguém sabe, ninguém viu. É o telefone-sem-fio da Ciência: Alguns dizem que existe, outros rolam a bola pra frente e adicionam mais uns ítens na descrição e por aí vai. O Método Científico é implacável e Popper vai fundo nisso: É reprodutível? pode ser falseado? Mas, como? Não se sabe nem se essas substâncias possuem isômeros ou quais são as suas constantes. Parece a história do óleo de cobra que curava tudo, no século XIX.






Um dos sérios problemas no tocante aos feromônios diz respeito às complexas forças de comportamentos e estímulos diversos. Sem falar que o olfato em alguns mamíferos não é tão apurado assim, como em nós, seres humanos. Usar perfuminho vai chamar a atenção sim, e de duas formas: Ou se ele for muito, muito caro ou se for muito, muito barato. Entretanto, as reivindicações de publicidade para a existência de feromônios humanos é a sincronia menstrual. Após a exposição a supostos feromônios, os ciclos menstruais de amigos próximos e colegas de sala, acontece uma “sincronização” dos ciclos menstruais. Obviamente, nada de muito científico foi demonstrado. O antropólogo Clyde Wilson, da Universidade do Missouri, Columbia, e o biopsicólogo Jeffrey Schank, da Universidade da Califórnia, Davis, informaram que as análises estatísticas utilizadas em estudos de sincronia menstrual são falhos em muitos aspectos. Também não há qualquer base convincente em termos biológicos ou evolutivos para a sincronia menstrual.






A “feromonologia” tornou-se uma frenologia moderna, fornecendo explicações simples para mentes simples que querem respostas simples para perguntas muito complexas. Mas a enganação é deliciosa quando queremos que ela responda às nossas perguntas, por mais que não respondam nada e nada seja provado. É o simples ato de achar que algo funciona que esse algo funcionará; e é assim que a indústria de cosméticos fatura seus muitos milhões de dólares anualmente.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Estudo comprova que os Humanos reagem aos Feromônios

O poder do cheiro é inegável, como testifica a indústria milionária de perfumaria. Más é possível que os humanos sejam influenciados por produtos químicos transportados pelo ar não detectados como odores, chamados feromônios?


Embora vários animais e insetos usem feromônios para comunicarem entre si sobre coisas importantes como comida, território e sexo, a idéia de que os humanos podem ser influenciados similarmente gerou controversas entre cientistas. Mas agora, pesquisadores na Universidade de Chicago afirmam que eles têm a primeira prova de que os humanos produzem e reagem aos feromônios.


Em descobertas publicadas no jornal Nature, pesquisadores dizem que descobriram que a ovulação feminina pode ser regulada – pode ser prolongada ou diminuída – através do uso de feromônios.


"Os feromônios regulam o momento da ovulação. Existem dois feromônios – um que faz a ovulação se tornar mais provável e outro que á inibe e a torna menos provável," disse Martha McClintock da Universidade de Chicago.


Poderia haver importantes implicações praticas desta descoberta. Pelo fato de que os feromônios influenciam a liberação de ovos, pesquisadores dizem que eles podem providenciar uma forma mais natural de impedir a gravidez ou tratar a infertilidade.


Entretanto, pesquisadores dizem que mais estudos precisam ser feitos para descobrir se existem outros tipos de feromônios e se eles são tão potentes em humanos assim como eles são em outras espécies. Um grande mistério sobre os feromônios é se eles são ou não detectáveis pelo senso de cheiro ou olfato humano, como podem os humanos serem influenciados por eles?


A resposta, alguns pesquisadores acreditam que feromônios são detectados pelas mesmas células nervosas encontradas no nariz usadas para detectar odor ou talvez por outra estrutura no nariz chamado de órgão vomeronasal.


Feromônios - Participantes em sua vida sexual Sexualidade Saudável, WebMD National News Center


Você nunca ouviu falar sobre os feromônios? Bem, está na hora de aprender sobre a parte que eles atuam e agem em sua vida sexual, porque pode ser substancial. O conceito de um feromônio humano, ou aroma sexual da atração, tem sido debatido e pesquisado por já por muitos anos.


Na maioria dos animais, a relação entre feromônios e copular é bem direta e clara. Ouriços do mar, por exemplo, eles liberam feromônios para a água ao redor, enviando uma mensagem química que aciona outros ouriços do mar na colônia para liberarem suas células sexuais simultaneamente.


Feromônios humanos, por outro lado, são altamente individualizados, e nem sempre são notados. Em 1986 o Dr. Winifred Cutler, um biólogo e Endocrinologista de Comportamento, co-descobriu que quando qualquer suor predominante das axilas é removido, o que resta são materiais sem odor contendo os feromônios.


Os estudos originais do Dr. Cutler nos anos 70 mostraram que as mulheres que tinham relação sexual regularmente com homens, têm ciclos menstruais mais regulares do que mulheres que fazem sexo esporadicamente. O sexo regular atrasa o declínio de estrogênios deixando as mulheres mais férteis. Isso levou o time de pesquisa a procurar o que o homem estava providenciando na equação. Em 1986 eles descobriram que era feromônios.


Sincronização menstrual


Tem mais sobre o assunto de como feromônios afetam o ciclo menstrual das mulheres. Pense no passado, quando você estava fazendo faculdade, ou enquanto crescia com suas irmãs. A maioria das mulheres que vivem com ou perto de outras mulheres ajustam o tempo do seu ciclo menstrual entre si. Um estudo recente na Universidade de Chicago pela Martha McClintock expôs um grupo de mulheres a uma baforada de perspiração de outras mulheres. Isso causou os ciclos menstruais delas a avançarem ou ficarem mais lentos dependendo do tempo do mês que o suor foi coletado – antes, durante ou após a ovulação. Esta foi a primeira prova de que as pessoas produzem e respondem aos feromônios.


Implicações para fertilidade e depressão


Apesar da abertura em nosso conhecimento, estes estudos notáveis sobre os feromônios e ciclos menstruais trouxe a luz a idéia de que feromônios podem ser usados como tratamento de fertilidade para casais que desejam conceber, ou como um anticonceptivo para aqueles que não querem. E casais que estão tendo problemas sexuais podem usar feromônios juntamente com terapias tradicionais para realçar o desejo. É também possível, dizem alguns pesquisadores, que os feromônios podem ser um estimulante de humor e disposição, aliviando a depressão e o estresse. E a maior hipótese até agora é de que o tratamento de feromônios pode controlar a atividade da próstata em homens para reduzir o risco do câncer.


Sutil, mais uma forte influência


Se você está à procura do homem dos seus sonhos, feromônios não suspeitados no aroma do seu corpo estão provavelmente atuando um grande e inteligente papel na atração do sexo oposto. De acordo com um artigo no "Psychology Today," como os cheiros do nosso corpo são percebidos e aceitos como agradáveis e sexy para outra pessoa, esse é um processo bem seletivo. Nós geralmente temos um cheiro bom para uma pessoa cuja imunidade genética para doenças é diferente das nossas. Isso pode te beneficiar ao longo dos anos, na formação de crianças mais fortes e mais saudáveis.


74% das pessoas que testaram um feromônios comercial chamado de Athena, desenvolvido pelo Dr. Cutler, experimentaram um aumento de abraços, beijos e relações sexuais. Talvez o melhor conselho para aqueles que estão procurando um parceiro ou procurando levar o seu relacionamento a um outro nível é de dar uma boa cheirada!


Lésbica reage como homem a feromônios femininos da Folha de S.Paulo


Lésbicas são mais versáteis que homossexuais masculinos quando se trata de reconhecer o cheiros de parceiros --ou melhor, com os supostos feromônios presentes neles, os hormônios da atração sexual que existem nos animais mas cuja importância para o ser humano ainda é debatida.


A mesma equipe da Suécia que divulgou no ano passado que o suor masculino excita o cérebro dos homens homossexuais do mesmo modo que o de mulheres heterossexuais anuncia agora que lésbicas também ficam excitadas com ele --mas também com a urina de mulheres.


Mais especificamente, foram testadas substâncias candidatas a feromônio. Uma deriva do hormônio sexual masculino testosterona e é conhecida pela sigla AND e a outra, a EST, está relacionada ao feminino estrógeno.


O possível feromônio EST é mais fácil de localizar na urina de mulheres, assim como seu colega AND é mais facilmente detectável no suor masculino.


Os autores do estudo são os mesmos da pesquisa do ano passado, Ivanka Savic, Hans Berglund e Per Lindström, do Instituto e da Universidade Karolinska, de Estocolmo. O novo artigo também foi publicado na revista da academia de ciências dos EUA, a PNAS.


A descoberta básica do trio é que uma região do cérebro, o hipotálamo, fica ativa --acendendo luzinhas em imagens do órgão-- quando homens cheiram o EST e mulheres cheiram o AND.


Foram examinados os cérebros de doze mulheres lésbicas, surpreendendo os cientistas com sua excitação pelas duas substâncias.


"Em contraste com as mulheres heterossexuais, as mulheres lésbicas processaram os estímulos de AND pelas redes olfativas e não pelo hipotálamo anterior. Mais ainda, ao cheirar EST, elas parcialmente compartilharam a ativação do hipotálamo anterior com homens heterossexuais", escrevem os autores no artigo.


Estudos de DNA indicaram que seres humanos têm genes semelhantes aos que foram ligados a feromônios em animais, mas há dúvida sobre sua funcionalidade.


A identificação dos feromônios pelo organismo se dá principalmente em um órgão chamado vomeronasal, situado na cavidade nasal mas distinto do sistema olfatório principal. Mas há dados que mostram que tanto o órgão olfatório como o vomeronasal podem detectar feromônios.
O órgão vomeronasal concentra os "receptores" para feromônios, produzidos por genes como os da família V1R.

Um estudo por cientistas dos EUA e China identificou 187 genes V1R funcionais no camundongo, 102 no rato, 49 no gambá, 32 na vaca, 8 no cachorro --e apenas quatro no ser humano.


Para a maioria dos pesquisadores, a comunicação visual substituiu a comunicação por feromônio quando se trata da atração sexual humana. O novo estudo indica que existiria ainda um papel para o sistema olfatório na atração sexual, e que a homossexualidade poderia ter alguma base biológica.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14600.shtml


Feromonios, que quimica é essa!

Como as formigas reconhecem qual o caminho até o alimento e a volta para o formigueiro? Porquê após um marimbondo aferroar sua vítima vários outros marimbondos aparecem "enfurecidos" e prontos a atacar? Qual o momento certo para os besouros copularem?
Todos os seres vivos mantêm profundas interações com o meio em que vivem, assegurando-lhes oportunidades de sobrevivência (através da disponibilidade de alimentos e defesa contra predadores) e de preservação da espécie (a partir da reprodução e geração de descendentes). Ao longo da evolução, insetos e outros animais desenvolveram uma comunicação química característica, utilizada para a transferência de informações entre indivíduos da mesma espécie. São os feromônios [do grego pherein (= transferência) + hormon (=excitar)]


Caracterizados pela primeira vez, na Alemanha, em 1956, os Feromônios são substâncias hormonais produzidas por animais, inclusive o homem e utilizadas na comunicação intra-específica, ou seja, entre os membros de uma mesma espécie. A comunicação pelo cheiro é uma das formas usadas pelos animais para indicar seu interesse pelo sexo, desejo de se organizar para trabalhar ou lutar em equipe, demarcar território, transmissão de alarme e achar comida. Assim, há feromônios de vários tipos. O mais comum e conhecido é o feromônio sexual, usado pelas fêmeas ou machos para atrair o sexo oposto na temporada de acasalamento.


As fêmeas utilizam os feromônios para comunicar aos seus pretendentes que está no cio e precisam acasalar. Por essa razão os machos de alguns mamíferos, tais como o boi e o cavalo, têm o hábito de cheirar e beber a urina das fêmeas para detectar seus teores hormonais e descobrir se elas estão no estro ou próximo de entrar nessa fase. O elefante, por exemplo, toca com a tromba a urina da fêmea e em seguida, a leva a um órgão localizado no céu da boca chamado vomeronasal, para que esse entre em contacto com as moléculas do hormônio e o seu odor seja conduzido até o cérebro para análise. O feromônio encontrado na urina da elefanta é o Z – 7 – dodecenil – 1 – acetato. Já os insetos, por exemplo, utilizam suas antenas que funcionam como nariz para captar os odores de feromônios. O gambá esguicha a partir de glândulas circum-anais (localizadas ao redor do ânus) jatos de substâncias de odor pútrido contendo feromônios que afastam seus inimigos. Especialmente entre os insetos como as abelhas, a ação dos feromônios é bem conhecida. A abelha rainha produz feromônios sexuais que inibem o desenvolvimento das gônadas sexuais das abelhas operárias. Assim, somente a rainha pode se reproduzir na colméia. Nas espécies de porcos, cabras e especialmente entre os ratos, a presença de machos com algum grau de parentesco inibe o desenvolvimento sexual das fêmeas. O contrário se sucede quando machos que não têm nenhum grau de parentesco convive no mesmo ambiente. Os camundongos machos secretam na sua urina um tal metiltiometanotiol ou MTMT, que atrai as fêmeas e as faz investigar o ambiente em torno do emissor. As coelhas mamães secretam no leite um 2-metilbutenal-2, que determina nos filhotes a busca ativa pelas tetas.


O odor (cheiro) dos feromônios é levado pelo ar e, muitas vezes, é capaz de atingir um indivíduo a quilômetros de distância. Algumas espécies de mariposas, por exemplo, são capazes de sentir o odor dos feromônios de sua espécie a, aproximadamente, 20 km de distância.


2Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos.


Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.


O comportamento sexual dos animais e insetos, em especial a atração exercida pelas fêmeas sobre os machos de uma mesma espécie, sempre despertou a curiosidade de pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento. O interesse científico pela comunicação olfativa evidenciou-se na década de 50, através do isolamento e identificação química do primeiro feromônio sexual de inseto. Em um trabalho realizado ao longo de vinte anos e utilizando milhares de insetos para este fim, os pesquisadores extraíram cerca de 12 mg de um feromônio da mariposa do bicho-da-seda Bombyx mori. A substância foi identificada como sendo o (10E,12Z)-hexadeca-10,12-dien-1-ol (bombicol), e é produzida pela mariposa-fêmea para atrair os machos para o acasalamento.


No final da década de 60 foram isolados e identificados os primeiros feromônios quirais, como por exemplo o acetal cíclico exo-brevicomina, feromônio de agregação do besouro Dendroctonus brevicomis. Desde então, centenas de feromônios têm sido isolados e caracterizados, com estruturas que vão desde álcoois e hidrocarbonetos de estrutura simples, até compostos polifuncionais mais complexos, como a periplanona-B, feromônio sexual da barata Periplaneta americana.

Entretanto, a grande dificuldade no estudo de feromônios (isolamento, identificação e aplicações específicas) reside no fato dessas substâncias naturais serem produzidas pelos organismos em quantidades extremamente baixas e junto com vários outros compostos inativos, mas quimicamente semelhantes. Além disso, na maioria dos casos os feromônios são substâncias voláteis e/ou instáveis e de difícil manipulação. Técnicas analíticas sofisticadas têm sido empregadas para a determinação da estrutura de vários feromônios, destacando-se a cromatografia a gás acoplada a outros instrumentos (espectrômetro de massas, infravermelho, ultravioleta e ressonância magnética nuclear). Em alguns casos, uma amostra de alguns nanogramas, obtida a partir de um único inseto, pode ser suficiente para uma análise eficiente.


Também existem as substâncias químicas empregadas na comunicação entre espécies diferentes (interespecíficas) são chamadas de aleloquímicos e são divididos em alomônios (favorecem a espécie emissora), cairomônios (favorecem a espécie receptora) e sinomônios (ambas são favorecidas). Os alomônios geralmente são compostos utilizados para a defesa da espécie, enquanto os cairomônios são as substâncias produzidas por uma presa e que são percebidas pelo predador. Estas substâncias químicas utilizadas para a comunicação (feromônios, alomônios, cairomônios, etc.) são denominadas genericamente por semioquímicos [do grego semion (= marca ou sinal)].





O perfume do desejo sexual

Como o propio nome desse postdiz,  aposto que terá muita gente querendo comprar esse tal de “Feromônio” na tentativa de despertar imensa paixão e desejos ardentes . Porem existem alguns perfumes que contem essa substancia em sua formulação,com o poder de despertar reações fisiológicas ou comportamentais.
Essa substancia é capaz de provocar o estimulo sexual das mulheres e inclusive alterar seus níveis hormonais. Os homens também são estimulados pelas feromonas femininas.
Os perfumes com esssa substância são fabricados em laboratório que ressaltariam nossos feromônios naturais. Mas não creio que o ser humano responda tão ativamente à esses odores como os animais. Porem existem pessoas que já utiliazaram perfumes que contenham feromônio e dizem que realmente funciona,algumas até dizem que após o seu uso conseguiram arrumar namorado.


Mas deixar o nosso próprio corpo encarregado em fabricar o feromônio ao ponto de ser sentido , acho meio complicado principalmente porque o ser humano não consegue ficar sem o uso continuo de sabonetes, desodorantes, roupa,tomar um bom banho… Assim esse cheiro da libído do encanto muitas vezes pode passar despercebido.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Curiosidades de feromonios.


Curiosidades:

  •  No meio rural, os feromônios estão sendo utilizados como uma forma de controle de pragas agrícolas.
  • O uso de um dado feromônio não se constitui em fator de desequilíbrio para espécies não-alvo, o que torna o uso destas substâncias ecologicamente desejável.


  • A idéia básica desta técnica é a de que armadilhas espalhadas pela plantação assegurem a captura em massa de insetos, impedindo significantemente o acasalamento e consequentemente a reprodução dos mesmos. Como resultado tem-se a diminuição do uso de produtos químicos, e em alguns casos, a necessidade do tratamento químico é completamente eliminada. Alguns exemplos de pragas, que têm sido controladas usando esta técnica, são: a lagarta do algodão egípsio em Israel, que ataca várias culturas (especialmente algodão, alfafa e legumes); a mariposa do pinheiro na Espanha, uma praga muito grave em pinhos; e o besouro da madeira na Escandinávia, que afeta árvores florestais.


  • Uma variação desta técnica é a colocação de pesticidas em recipientes conectados às armadilhas contendo o feromônio, eliminando a necessidade de espalhar o inseticida no campo. O inseto é atraido para este recipiente através do feromônio e então entra em contato com o veneno. A eficiência do controle de pragas pelo uso de pesticidas aumenta e a poluição ambiental é diminuida. Este método tem sido usado com sucesso em plantações experimentais de algodão.

  • No Brasil, os estudos com feromônios intensificaram-se a partir de 1985, na Universidade Federal de Viçosa e, desde então, as possibilidades de seu emprego vêm crescendo, principalmente para insetos de difícil controle. No entanto, somente no final de 1997, o registro de feromônios para uso na agricultura tornou-se viável em nosso país.

o cheiro do homem...

- Pesquisa recentes demonstram a existência de feromônios humanos.



São vários os fatores que determinam a atração interpessoal, mas um deles, invisível e insensível, tem excitado a curiosidade dos neurocientistas: a possibilidade de que a espécie humana empregue feromônios para comunicar-se quimicamente com seus semelhantes.


A questão que se coloca é a seguinte: existe essa forma invisível e insensível de comunicação química entre seres humanos?


O problema é que não há vestígios de órgão vômero-nasal nos seres humanos, a não ser durante a fase fetal, nem regiões específicas no cérebro que processem essa forma de comunicação química. Também não foi possível identificar células sensoriais diferentes na nossa mucosa nasal e, além disso, o genoma humano contém pobres evidências de algum gene que codifique as moléculas receptoras dos feromônios, como se verificou em animais. Pode ser, entretanto, que em nosso caso o sistema olfatório esteja envolvido, isto é, sentiríamos algum cheiro diferente que os ferômonios veiculariam.


Alguns cientistas afirmam que tanto o homem como a mulher liberam continuamente pelos poros da pele e, até pelo hálito, produtos químicos chamados feromônios.


O corpo humano não percebe o cheiro, mas reage com sua presença. Estas substâncias são exaladas pelo suor e outros fluidos corporais.




Feromônios sintéticos

 
A síntese de feromônios em laboratório é hoje uma área em expansão na química orgânica, permitindo não só a caracterização total dos feromônios naturais isolados (através da comparação de propriedades físicas e químicas conhecidas), mas também fornecendo material em quantidades suficientes para estudos na área de entomologia e na agricultura.


Enquanto a ciência - ou, como acreditam algumas pessoas, a pseudociência - dos feromônios avança rumo aplicações comerciais, fabricantes de produtos de cuidado pessoal estão utilizando feromônios sintéticos em suas fórmulas, alegando que isso aumentará sua atração sexual e confiança.


Diferenças. O feromônio de escolha para os homens é uma família de esteróides, relacionados com a testosterona, encontrada próxima às glândulas da axila. Para as mulheres, o composto geralmente usado é o estratetraenol, um derivado do hormônio sexual estradiol. Mas será que acrescentar feromônio sintético realmente evoca uma poção do amor?






"Há muita concepção errada sobre o que podem fazer os feromônios humanos", disse Charles Wysocki, neurocientista comportamental do Centro dos Sentidos Químicos Monell e autor de um relatório sobre os feromônios humanos. "A forma como os feromônios humanos funcionam ainda é totalmente questionável", afirma o neurocientista.


O biólogo e endocrinologista Winnifred Cutler argumenta que esse tipo de produto também pode ter efeito psicológico. “Ele dá confiança às pessoas”, disse ele. Mas ainda continua um mistério se os feromônios sintéticos aumentam ou não a atração das pessoas. (CS/NYT)

 
Há muito o que se descobrir sobre os feromônios e suas ações, porém há muito também para se saber de informações que estão disponíveis em livros e trabalhos científicos.



Que quimica explicam os feromonios...





Todos os seres vivos mantêm profundas interações com o meio em que vivem, assegurando-lhes oportunidades de sobrevivência (através da disponibilidade de alimentos e defesa contra predadores) e de preservação da espécie (a partir da reprodução e geração de descendentes). Ao longo da evolução, insetos e outros animais desenvolveram uma comunicação química característica, utilizada para a transferência de informações entre indivíduos da mesma espécie. São os feromônios [do grego pherein (= transferência) + hormon (=excitar)


Caracterizados pela primeira vez, na Alemanha, em 1956, os Feromônios são substâncias hormonais produzidas por animais, inclusive o homem e utilizadas na comunicação intra-específica, ou seja, entre os membros de uma mesma espécie. A comunicação pelo cheiro é uma das formas usadas pelos animais para indicar seu interesse pelo sexo, desejo de se organizar para trabalhar ou lutar em equipe, demarcar território, transmissão de alarme e achar comida. Assim, há feromônios de vários tipos. O mais comum e conhecido é o feromônio sexual, usado pelas fêmeas ou machos para atrair o sexo oposto na temporada de acasalamento.


As fêmeas utilizam os feromônios para comunicar aos seus pretendentes que está no cio e precisam acasalar. Por essa razão os machos de alguns mamíferos, tais como o boi e o cavalo, têm o hábito de cheirar e beber a urina das fêmeas para detectar seus teores hormonais e descobrir se elas estão no estro ou próximo de entrar nessa fase. O elefante, por exemplo, toca com a tromba a urina da fêmea e em seguida, a leva a um órgão localizado no céu da boca chamado vomeronasal, para que esse entre em contacto com as moléculas do hormônio e o seu odor seja conduzido até o cérebro para análise. O feromônio encontrado na urina da elefanta é o Z – 7 – dodecenil – 1 – acetato. Já os insetos, por exemplo, utilizam suas antenas que funcionam como nariz para captar os odores de feromônios. O gambá esguicha a partir de glândulas circum-anais (localizadas ao redor do ânus) jatos de substâncias de odor pútrido contendo feromônios que afastam seus inimigos. Especialmente entre os insetos como as abelhas, a ação dos feromônios é bem conhecida. A abelha rainha produz feromônios sexuais que inibem o desenvolvimento das gônadas sexuais das abelhas operárias. Assim, somente a rainha pode se reproduzir na colméia. Nas espécies de porcos, cabras e especialmente entre os ratos, a presença de machos com algum grau de parentesco inibe o desenvolvimento sexual das fêmeas. O contrário se sucede quando machos que não têm nenhum grau de parentesco convive no mesmo ambiente. Os camundongos machos secretam na sua urina um tal metiltiometanotiol ou MTMT, que atrai as fêmeas e as faz investigar o ambiente em torno do emissor. As coelhas mamães secretam no leite um 2-metilbutenal-2, que determina nos filhotes a busca ativa pelas tetas.


O odor (cheiro) dos feromônios é levado pelo ar e, muitas vezes, é capaz de atingir um indivíduo a quilômetros de distância. Algumas espécies de mariposas, por exemplo, são capazes de sentir o odor dos feromônios de sua espécie a, aproximadamente, 20 km de distância.


2Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos.


Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.


O comportamento sexual dos animais e insetos, em especial a atração exercida pelas fêmeas sobre os machos de uma mesma espécie, sempre despertou a curiosidade de pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento. O interesse científico pela comunicação olfativa evidenciou-se na década de 50, através do isolamento e identificação química do primeiro feromônio sexual de inseto. Em um trabalho realizado ao longo de vinte anos e utilizando milhares de insetos para este fim, os pesquisadores extraíram cerca de 12 mg de um feromônio da mariposa do bicho-da-seda Bombyx mori. A substância foi identificada como sendo o (10E,12Z)-hexadeca-10,12-dien-1-ol (bombicol), e é produzida pela mariposa-fêmea para atrair os machos para o acasalamento.


No final da década de 60 foram isolados e identificados os primeiros feromônios quirais, como por exemplo o acetal cíclico exo-brevicomina, feromônio de agregação do besouro Dendroctonus brevicomis. Desde então, centenas de feromônios têm sido isolados e caracterizados, com estruturas que vão desde álcoois e hidrocarbonetos de estrutura simples, até compostos polifuncionais mais complexos, como a periplanona-B, feromônio sexual da barata Periplaneta americana.
Entretanto, a grande dificuldade no estudo de feromônios (isolamento, identificação e aplicações específicas) reside no fato dessas substâncias naturais serem produzidas pelos organismos em quantidades extremamente baixas e junto com vários outros compostos inativos, mas quimicamente semelhantes. Além disso, na maioria dos casos os feromônios são substâncias voláteis e/ou instáveis e de difícil manipulação. Técnicas analíticas sofisticadas têm sido empregadas para a determinação da estrutura de vários feromônios, destacando-se a cromatografia a gás acoplada a outros instrumentos (espectrômetro de massas, infravermelho, ultravioleta e ressonância magnética nuclear). Em alguns casos, uma amostra de alguns nanogramas, obtida a partir de um único inseto, pode ser suficiente para uma análise eficiente.


Também existem as substâncias químicas empregadas na comunicação entre espécies diferentes (interespecíficas) são chamadas de aleloquímicos e são divididos em alomônios (favorecem a espécie emissora), cairomônios (favorecem a espécie receptora) e sinomônios (ambas são favorecidas). Os alomônios geralmente são compostos utilizados para a defesa da espécie, enquanto os cairomônios são as substâncias produzidas por uma presa e que são percebidas pelo predador. Estas substâncias químicas utilizadas para a comunicação (feromônios, alomônios, cairomônios, etc.) são denominadas genericamente por semioquímicos [do grego semion (= marca ou sinal)].